A Perda
RAFAEL
Em frente à cama de hospital de Isa, o zumbido constante dos aparelhos parecia amplificar o vazio dentro de mim. Me perdi em meus pensamentos, enquanto a enfermeira aplicava o calmante. Cada movimento dela era lento, quase em câmera lenta, um contraste doloroso com a urgência que me consumia. O rosto de Isa, antes tão vívido e cheio de vida, agora pálido e distante, trazia uma dor que eu mal podia suportar. Não era apenas a dor do seu ferimento, mas a dor da perda, da amnésia que