DUAS SEMANAS DEPOIS...
O Vazio da Memória e a Dor do Desconhecido
ISABELA
Meus olhos se abrem, mas o mundo é um borrão sem forma, cores e luzes indistintas que se misturam em um turbilhão confuso. Não consigo distinguir onde estou. O branco ofuscante do teto, as paredes sem cor, o cheiro de antisséptico invadindo minhas narinas. O único som constante que meus ouvidos registram é um bip rítmico e incessante, vindo de algum lugar à minha direita, como um coração mecânico batendo ao meu lado.
Um