— Bem, eu vou indo antes que Rafael venha me procurar — falei, sentindo a urgência em cada sílaba, meus passos já direcionados à porta entreaberta do quarto de Camile. Precisava de ar, de tempo para processar aquela bomba e, principalmente, para pensar em um plano.
— Tá bom, e muito obrigado por guardar o meu segredo e me ajudar — ela respondeu, a voz quase um sussurro, os olhos fixos no chão como se o mármore frio contivesse todas as suas vergonhas. — Eu mudei a impressão que eu tinha de você.