A casa parecia diferente na manhã seguinte. Não fisicamente, mas na maneira como o silêncio se espalhava pelos cômodos. Melina acordou com a sensação incômoda de que algo havia mudado, mesmo que nada estivesse fora do lugar.
Desceu as escadas devagar. Encontrou Diogo na cozinha, lendo no tablet, uma xícara de café intocada ao lado. Ele ergueu o olhar quando ela entrou.
— Dormiu bem? — perguntou.
— Mais ou menos — respondeu ela.
— Se precisar de algo hoje, posso adiar compromissos.
— Não precisa