O primeiro sinal de que algo estava errado veio com o telefone tocando cedo demais.
Melina atendeu ainda sonolenta, sem olhar o número. A voz do outro lado era seca, conhecida, e imediatamente fez seu estômago revirar.
— Precisamos conversar — disse a mulher.
— Agora não — respondeu Melina.
— É sobre sua mãe — insistiu.
O silêncio que se seguiu foi suficiente para fazê-la sentar na cama.
— O que aconteceu? — perguntou.
A ligação terminou poucos minutos depois, deixando Melina com o telefone na