O primeiro sinal de que algo estava errado veio com o telefone tocando cedo demais.
Melina atendeu ainda sonolenta, sem olhar o número. A voz do outro lado era seca, conhecida, e imediatamente fez seu estômago revirar.
— Precisamos conversar — disse a mulher.
— Agora não — respondeu Melina.
— É sobre sua mãe — insistiu.
O silêncio que se seguiu foi suficiente para fazê-la sentar na cama.
— O que aconteceu? — perguntou.
A ligação terminou poucos minutos depois, deixando Melina com o telefone na mão e a sensação de que o chão havia se movido sob seus pés.
Ela desceu as escadas em silêncio, tentando organizar os pensamentos. Diogo estava na cozinha, já vestido para sair, revisando algo no tablet.
— Você está pálida — ele disse.
— Estou bem — respondeu ela rápido demais.
Ele a observou por alguns segundos.
— Não parece.
— É só cansaço — insistiu.
Diogo não insistiu, mas adiou a saída. Minutos depois, ouviu Melina discutindo ao telefone no corredor.
— Eu não posso assumir isso agora — ela