A manhã começou diferente, e Melina percebeu isso antes mesmo de sair do quarto. A casa estava mais viva. Não barulhenta, mas ativa, como se o dia tivesse sido planejado com antecedência, o que, vindo de Diogo, não era surpresa.Ela desceu as escadas com cautela, ainda vestindo roupas simples, o cabelo preso de qualquer jeito. Encontrou Diogo na sala, conversando ao telefone, vestindo camisa social clara e sem o paletó. Parecia menos rígido assim, mas ela afastou o pensamento imediatamente.— Sim, deixe tudo pronto — disse ele ao telefone. — Não, hoje não vou ao escritório cedo.Ao desligar, percebeu a presença dela.— Bom dia — disse.Melina arqueou levemente a sobrancelha.— Isso foi educado.— Estou tentando algo novo — respondeu ele.Ela riu, descrente, e seguiu para a cozinha. Para sua surpresa, a cafeteira já estava ligada. O cheiro de café fresco tomou o ambiente.— Você fez café? — perguntou, sem esconder o espanto.— A casa também é sua — respondeu Diogo, encostando na bancad
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