Melina percebeu que algo estava errado no momento em que entrou no prédio onde trabalhava. Havia uma sensação estranha no ar, como se o ambiente estivesse atento demais à sua presença.
No meio da manhã, uma colega se aproximou, visivelmente constrangida.
— Tem um homem perguntando por você na recepção — disse.
Melina sentiu o estômago afundar.
— Ele disse o nome? — perguntou.
— Não — respondeu a colega. — Mas parece insistente.
Melina não foi até a recepção. Ligou imediatamente para Diogo.
— Eles estão aqui — disse assim que ele atendeu.
— Onde exatamente? — perguntou ele.
— No meu trabalho.
— Não saia daí — disse. — Estou indo.
— Diogo, não — ela começou.
— Não discuta — ele respondeu. — Confie em mim.
Ele chegou em menos de vinte minutos. Melina observou da janela do segundo andar quando o carro dele estacionou. Havia algo quase intimidador na maneira como ele entrou no prédio, postura firme, passos decididos.
Ela desceu logo depois.
Diogo já estava na recepção, conversando com o ho