O Refúgio tremeu.
A Entidade do Silêncio rasgava a realidade como se fosse tecido velho. Das fendas surgiam criaturas feitas de ausência: sombras com bocas costuradas, olhos brancos e garras que sugavam o som ao redor. Cada passo que davam era um roubo — o canto dos pássaros, o farfalhar das folhas, o sussurro das memórias. Tudo desaparecia.
Emeraude se manteve firme, sentindo o peso da Lua em seu peito como uma batida constante. Ela era a Voz agora. E sabia que não estava sozinha.
De repente,