A viagem foi silenciosa.
Não por falta de palavras, mas porque o caminho exigia escuta. Emeraude, Ilyra e Nyra seguiam por trilhas antigas, guiadas por murmúrios do véu que se infiltravam no mundo físico. O ar tornava-se mais denso a cada passo. Era como se o tempo, aos poucos, esquecesse de passar.
Ao terceiro dia, avistaram os portões.
A cidade era cercada por muros de pedra cobertos por heras eternamente verdes. Nenhuma folha murchava. Nenhuma flor desabrochava. O céu, fixo em um entardecer