A cozinha ganhou vida ao primeiro barulho de pratos. Não era grande, nem moderna, nem silenciosa, mas naquele domingo ela parecia o centro do mundo. Guilherme sentou-se na cadeira de sempre, balançando as perninhas enquanto desenhava com lápis de cor: um sol torto, um cachorrinho e, no meio, três palitinhos de mãos dadas. Mariana observava de longe. O coração dela batia diferente — perigoso, intenso, parecido demais com algo que ela evitava sentir há anos. Felicidade.
Gabriel, por outro lado, e