MIGUEL…
Acabamos de pousar em solo italiano. O relógio marcava pouco mais de oito da manhã. Havíamos deixado Nova York às seis horas da tarde do dia anterior, e o fuso horário fazia parecer que a viagem durara uma eternidade. O vôo foi longo e pesado, como se cada hora tivesse o dobro do tempo. Isabella chorou quase o trajeto inteiro, exausta, sem conseguir conter a dor que carregava no peito. Quando finalmente adormeceu, já era madrugada. Eu ajeitei o travesseiro e deixei que ela se deitasse