O tempo parecia não passar para Elisa. O cativeiro cheirava a mofo, e o silêncio pesado só era quebrado pelo som distante de goteiras e pelo atrito metálico da porta sendo aberta e fechada. Cada batida de seu coração lembrava-lhe dos dois pequenos que carregava. Eles eram sua maior preocupação, mais do que as cordas que prendiam seus pulsos ou a escuridão que a cercava.
Naquela tarde, enquanto o homem encapuzado entrou para deixar uma bandeja com pão e água, Elisa ergueu a voz, quase suplicando