A noite caiu com suavidade sobre a cidade. O Café Aurora já havia fechado, mas Helena ainda estava lá, sentada à mesa do fundo, com o caderno aberto e a caneta parada. Rafael resolveu ajudar Bianca e lavava as últimas xícaras atrás do balcão, respeitando o silêncio de Helena como quem respeita um santuário.
— Quer que eu te leve pra casa? — ele perguntou, sem quebrar o tom calmo.
Helena olhou para ele. Os olhos não pediam nada. Só ofereciam presença.
— Quero. Mas posso te pedir uma coisa?
— Pod