O dia começou cinza, como se o céu soubesse que Helena carregava um peso no peito. A mãe havia tido uma noite difícil, e o médico falava em “declínio progressivo” com uma voz que tentava ser neutra, mas falhava. Helena saiu do hospital com os olhos secos, mas o coração úmido. Não chorava — não ainda. Mas tudo nela parecia prestes a desabar.
Foi ao Café Aurora sem saber por quê. Bianca a recebeu com um olhar preocupado, mas não disse nada. Apenas preparou um chá de hibisco e deixou ao lado do ca