O dia seguinte amanheceu com cheiro de café e silêncio bom. Rafael havia acordado antes, e Helena o observava da porta da cozinha, ainda envolta na manta fina que a cobriu no sofá. Ele mexia no café com calma, como se cada gesto tivesse intenção.
— Bom dia — ela disse, com voz rouca.
— Bom dia, casa.
Helena sorriu. Sentia o corpo leve, mas a mente ainda em movimento. A noite anterior havia sido mais do que conversa — havia sido uma travessia. E agora, ela estava do outro lado.
Sentaram-se à mes