A cidade já dormia quando Lucas saiu da garagem do prédio de Renato. As luzes dos postes se refletiam no asfalto molhado, ainda marcado pela chuva fina que caíra mais cedo. O silêncio dentro do carro não era desconfortável, mas também não era vazio. Era aquele tipo de silêncio que se forma quando algo quer ser dito, mas ainda não encontrou a forma certa de sair.
Renato ajustou o banco do passageiro, soltou o ar devagar e apoiou o cotovelo na porta, observando a rua passar. Ele não estava inquie