A cafeteria ficava em uma rua tranquila, afastada do centro mais barulhento da cidade. Era um daqueles lugares que pareciam existir para desacelerar o mundo: mesas de madeira clara, plantas espalhadas pelos cantos, o cheiro constante de café recém-passado misturado com algo adocicado que vinha da vitrine de bolos caseiros. Helena gostava dali porque ninguém a apressava. Laura gostava porque ali as conversas sempre pareciam mais honestas.
Elas chegaram quase ao mesmo tempo. Laura já estava senta