O sábado chegou com uma leveza diferente. Desde cedo, Helena sentia algo mais calmo dentro de si, como se o peso que carregava nos últimos dias tivesse diminuído um pouco. Talvez tivesse sido o sonho — aquele mesmo sonho suave, sereno, em que ela e Arthur apenas existiam juntos, sem dor, sem conflito, sem medo. Acordara com o coração tranquilo, ainda confuso, mas menos apertado.
No início da noite, Laura chegou em seu apartamento carregando uma bolsa pequena e um sorriso animado.
— Hoje é noite