Helena acordou com o som distante de vozes infantis e o cheiro de pão sendo aquecido no fogo. Demorou alguns segundos para lembrar onde estava. Quando abriu os olhos e viu o teto claro, a cortina de renda balançando com a brisa leve da manhã, o coração desacelerou.
Casa.
Ela se espreguiçou devagar, sentindo o corpo menos tenso do que nos dias anteriores. Ainda havia um peso no peito, uma inquietação silenciosa, mas ali ele parecia menos agressivo, menos urgente.
Levantou-se e foi até a janela.