Helena acordou antes do despertador naquela manhã. O céu ainda estava num tom pálido, entre o azul e o cinza, e a casa permanecia em silêncio. Por alguns segundos, ficou deitada, olhando para o teto do quarto de infância, tentando entender por que o coração estava apertado se, ao mesmo tempo, sentia uma estranha serenidade.
Ela sabia.
Sabia que precisava voltar.
Levantou-se devagar, vestiu uma roupa simples e foi até a cozinha. A luz estava acesa. Dona Teresa já estava ali, preparando o café co