Na manhã seguinte, Helena acordou com a sensação de que não tinha realmente dormido. O corpo estava pesado, a mente cansada, como se tivesse passado a noite inteira tentando organizar sentimentos que simplesmente não se encaixavam. O silêncio do apartamento parecia maior do que o normal.
Ela sentou-se na cama, respirou fundo algumas vezes e pegou o celular. Antes mesmo de pensar duas vezes, ligou para Laura.
— Bom dia — disse, assim que a amiga atendeu, ainda com a voz meio sonolenta.
— Bom dia