A sala de vidro era o único cômodo da mansão onde não havia sombras. Tudo ali era transparente: paredes, teto, a vista do vale lá embaixo — exposto, vulnerável, impossível de esconder.
Dominic gostava daquele lugar por um motivo simples: ninguém mente quando sabe que está sendo visto.
Valentina entrou sem bater.
Dominic estava de costas, diante da parede de vidro, o terno ainda impecável apesar da madrugada. Não falou imediatamente. Apenas continuou olhando para o horizonte — como se pudes