A festa terminou tarde. O perfume de cigarro e whisky ainda grudava na pele quando Valentina entrou no apartamento. Jogou os saltos no canto, puxou o zíper do vestido vinho e se olhou no espelho. O reflexo mostrava uma mulher diferente — fria, confiante, viva.
E isso a assustou.
O celular preto vibrou sobre a mesa.
Mensagem: “Abra a porta.”
Antes que pudesse reagir, três batidas secas ecoaram.
Ela abriu — e Dominic estava ali.
Camisa preta, olhar firme, o ar carregado da mesma autori