O domingo nasceu com uma calma quase cerimoniosa. O céu estava limpo, o ar fresco, e as ruas pareciam guardar silêncio em expectativa, como se toda a cidade aguardasse o retorno de Isadora. O ônibus que a trazia da capital entrou devagar pela rodovia, passando por campos, prédios e, por fim, pelas avenidas estreitas e familiares. Cada curva era um reencontro: os muros grafitados, a praça com suas árvores antigas, o mercado onde tantas vezes passara despercebida. Agora, nada era igual. A cidade,