O instante em que a mão de Elô atravessou o espelho foi como mergulhar em um lago gelado e viscoso. O vidro se desfez em ondas líquidas que puxaram seu corpo para dentro, sugando-a inteira em um redemoinho de escuridão.
Ela tentou gritar, mas não havia ar, apenas um vazio sufocante. O coração batia descompassado, o som ecoando dentro de sua própria cabeça. Quando os pés finalmente tocaram o chão, Elô caiu de joelhos, ofegante, tossindo como se tivesse renascido.
O ambiente era estranho. Estava