A quarta-feira amanheceu opaca, com um céu que prometia chuva sem pressa. Isadora saiu da pensão antes das oito, a pasta plástica dentro da bolsa, como se carregasse um escudo. Encontrou Rafael na esquina da padaria; ele tinha as mãos nos bolsos e um olhar que sempre parecia perguntar se ela estava bem, mesmo quando não dizia nada.
— Dormiu? — ele perguntou, enquanto atravessavam a faixa.
— Um pouco. — Ela deu de ombros. — Escrever ajuda. E saber que a gente já tem imagens, também.
— Hoje pego