O som da parede se fechando atrás deles reverberou como um trovão abafado, lançando Elô e Miguel em uma escuridão que parecia não ter fim. O ar ali era pesado, cheirava a pedra úmida e a ferro velho. Elô sentiu o coração martelar no peito, como se quisesse escapar antes dela mesma.
— Miguel? — sussurrou, a voz engolida pelas trevas.
— Estou aqui — respondeu ele, acendendo a lanterna. A luz cortou a escuridão e revelou um corredor estreito, de pedra irregular, que parecia se estender muito além