Helena deixava o prédio após mais um dia intenso quando viu a figura encostada em seu carro. De longe, o paletó bem cortado e o sorriso ensaiado pareciam os mesmos. Mas por dentro, ela sentia que nada mais era igual.
— Gabriel. — ela disse, com frieza.
— Ainda sabe meu nome. Isso é um bom começo.
— Eu nunca esqueço o nome das pessoas que me apunhalam.
Ele riu, como se tudo fosse uma piada privada.
— Sempre tão dramática…
Ela cruzou os braços.
— O que quer?
— Falar. Sem plateia. Sem discursos. S