Dante
O quarto me sufocava, as sombras nas paredes se contorcendo como dedos acusadores. Deitei-me na cama, o corpo pesado de exaustão, mas a mente era um inferno acordado. Emma. O nome dela latejava no meu peito como uma ferida fresca, me fazendo suar frio. Levantei-me num salto, o coração disparado, os pés me arrastando à porta. O corredor escuro, a porta do quarto dela — imaginei abrindo, vendo-a ali, os cabelos bagunçados, o corpo convidativo sob os lençóis. Um passo, e eu a teria de novo: o