38. OS SEGREDOS QUE A NOITE CARREGAVA
A noite havia descido sobre a cidade com um manto frio e silencioso. As luzes dos postes lançavam sombras longas pelas calçadas, enquanto o táxi de Deise cortava a escuridão pelas ruas menos movimentadas do centro. Ela estava inquieta. O telefone de Telles tocara poucas horas antes com uma urgência incomum e uma proposta direta:
— “Nos encontraremos num restaurante afastado. Lugar neutro. Longe das vistas de Lucas.”
Ela não discutiu. Apenas respondeu que estaria lá.
Quando entrou no restaurante