17. A CONVERSA COM ROBERTO
Deise caminhava devagar pela lateral da casa, os passos lentos denunciavam seu cansaço e na tentativa de evitar qualquer barulho. A manhã ainda estava começando, o céu apresentava tons suaves de azul e dourado, mas dentro dela um leve nervosismo despertava conforme se aproximava da porta da cozinha. Assim que empurrou a porta de madeira, deu de cara com Maria, que já movimentava panelas e organizava a louça sobre o balcão, como de costume.
— Bom dia, Maria — disse Deise com a voz ainda sonolent