Capítulo 32

O envelope ainda estava aberto sobre a mesa quando o primeiro nome finalmente apareceu.

Mateo não precisou dizer em voz alta. O silêncio o denunciou.

— Isso não é um aviso qualquer — ele disse por fim, a voz firme, mas baixa. — É alguém que acompanhou a Ayla antes de tudo. Antes da mansão. Antes de Alex.

Ayla sentiu um frio percorrer a espinha. A foto ainda queimava na memória. Ela se lembrava daquele dia. Lembrava do cheiro do corredor, do som distante da rua, da sensação constante de estar sendo observada — mesmo sem nunca ter visto ninguém.

— Eu não reconheço o rosto — murmurou. — Mas reconheço a sensação.

Lia aproximou-se devagar, colocando-se ao lado dela. — Isso é perseguição — disse, sem rodeios. — E não começou agora.

Otton riu, seco. — Vocês estão dramatizando. Se alguém quisesse algo com ela, já teria tentado.

Mateo virou-se para ele com lentidão calculada. — É exatamente assim que começam os erros fatais.

O olhar de Otton escureceu. — Você está me acusando?

— Estou te avisa
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