O clima na sala ficou denso demais para caber em palavras.
Otton ainda estava de pé, os punhos cerrados, a mandíbula travada como se qualquer movimento em falso pudesse virar violência. O pacote aberto sobre a mesa parecia pequeno demais para causar tanto estrago — dois brincos verdes reluziam sob a luz, inocentes apenas na aparência.
— Ninguém toca nisso — Mateo ordenou novamente, a voz baixa, perigosa. — Yuri, eu quero um nome. Agora.
Yuri assentiu e já se virava para sair quando Lia o chamou