O campo de tiro ainda ecoava quando Mateo percebeu:
não era mais apenas treino.
Era despedida de uma versão antiga de si mesmo.
Ayla recarregava a arma com movimentos firmes. O corpo alinhado, a respiração controlada. Ele havia ensinado cada detalhe, mas agora ela executava sem olhar para ele, sem esperar aprovação.
Atirava como quem já sabia exatamente onde queria chegar.
— Você está mais precisa — ele comentou.
— Estou mais consciente — respondeu.
— E isso assusta.
Mateo assentiu em silêncio. Também o assustava.
O último disparo ecoou seco. Ayla abaixou a arma e o encarou. — Chega de adiar, Mateo.
Ele a observou com atenção. — Eu sei.
E pela primeira vez… não fugiu.
Naquele fim de tarde, a mansão parecia diferente. Não mais hostil — alerta.
Homens cochichavam pelos corredores.
Olhares mudavam de direção quando Mateo passava. Não por medo. Por reconhecimento.
Lia terminou a pequena cerimônia quando o céu já escurecia.
Não havia discursos longos. Nem símbolos grandiosos. Apenas ve