A madrugada avançava lenta, como se o mundo estivesse reaprendendo a respirar depois do caos.
Ayla estava sentada na cama, encostada na cabeceira, os dedos entrelaçados sobre o ventre ainda plano. Mateo caminhava pelo quarto, inquieto, o celular finalmente em silêncio depois de horas de ordens, confirmações e encerramentos.
— Você vai gastar o piso andando assim — ela comentou, tentando soar leve.
Mateo parou. Olhou para ela como se estivesse vendo algo precioso demais para ser real.
— Eu quase