Damiano Leone
A promessa ecoou em meus ossos, um mantra que batia em sincronia com o meu coração enquanto eu dirigia pelas ruas ainda adormecidas de Sorrento.
Volte para mim. Para nós.
O sabor do beijo de Fabrizia ainda estava em meus lábios, um doce contraponto à ferocidade gelada que se instalara em meu peito. A vingança não era mais um demônio descontrolado que eu alimentava; era uma ferramenta, uma obrigação sagrada e final. Eu a usaria com a precisão de um cirurgião cortando um câncer. E depois, eu me limparia de todo aquele sangue e voltaria para a luz que ela representava.
O ateliê de Giorgio era um lugar de requinte, havia muitas mulheres milionárias que frequentavam o lugar. Havia estado ali algumas vezes acompanhando as senhoras da casa. Agora, eu era o predador, e aquele era o covil da minha presa.
A entrada foi trivial. Uma fechadura antiquada que cedeu com um sussurro de metal sob a pressão das minhas ferramentas. Dentro, a escuridão era espessa, pungente. Deixei a porta