Marzio Sorrentino
Estendo a mão em sua direção e olho para meu cunhado Andreas, que está ao seu lado, tentando confortá-la.
— Vamos, Mia. Irei com você até o carro — diz ele, sustentando meu olhar.
Seguro o desejo de sacar minha arma e matar esse idiota aqui mesmo. Engulo a raiva porque sei que, se fizer isso, terei um problema terrível com minha esposa. Acho que não cairia bem matar meu cunhado no dia das minhas núpcias. Talvez transforme uma mulher já extremamente irritada em uma possível assassina.
Observo como ela está com o irmão e me recordo de que eu era exatamente assim com Mattia. Éramos um completando o outro. Imagino que, para eles, esse momento seja tão difícil quanto foi para mim ao saber que meu único irmão, meu gêmeo, havia morrido em sua primeira missão.
Deixo que caminhem um pouco à frente e vejo meu pai se aproximar de Mia. Ela para, esperando que ele se aproxime e diga o que deseja. Sei que ele jamais causaria uma cena naquele momento, com tantos olhos voltados para