Damiano Leone
As horas se fundiram. A luz do dia deu lugar à escuridão da noite e depois à luz cinzenta de outro amanhecer. O ar estava pesado com o cheiro de sangue, suor e morte. Ele estava irreconhecível, um amontoado de carne ensanguentada e ossos quebrados, ofegando em um ritmo irregular. A fúria que me consumia começou a diminuir, não por cansaço, mas por conclusão. A conta estava sendo paga. O monstro estava, finalmente, saciado.
Ele me olhou, ou pelo menos tentou. Um dos olhos estava in