Damiano Leone
Subi as escadas da entrada da mansão em silêncio, meus passos abafados. O peso da missão, a adrenalina da captura de Antoine, ainda zumbia em meu corpo, mas agora havia algo mais forte: a antecipação de vê-la. De estar com ela e lembrar que, apesar de tudo, eu ainda podia amar.
Abri a porta do meu quarto com cuidado, e meu coração parou por um instante.
Lá estava ela. Fabrizia. Encolhida na minha cama, usando uma das minhas camisas brancas, que engolia seu corpo delicado. Seus cabelos escuros, bagunçados, espalhavam-se sobre o travesseiro como uma auréola caótica.
Ela dormia, o rosto sereno, mas havia uma vulnerabilidade ali que apertou meu peito. A camisa, grande demais, havia subido, deixando sua bunda nua à mostra, a pele dourada brilhando suavemente sob a luz fraca do abajur. Ela parecia estar com calor, as cobertas jogadas de lado, e a visão dela, assim tão frágil e tão minha, trouxe um sorriso aos meus lábios.
Fechei a porta com cuidado, o clique quase inaudível. M