Giovanni Sorrentino
A promessa que saiu dos meus lábios não foi um mero reflexo das palavras dela. Foi um juramento esculpido no aço do meu próprio sangue. Protegerei a minha família. A palavra “família” ecoou dentro de mim, pesada e doce. Ciara e Salvatore. Eles são a minha família. O único futuro que eu queria construir a partir dos escombros do meu passado.
O calor dos nossos corpos entrelaçados, o cheiro do nosso sexo e um suco misturados, a respiração dela se aprofundando contra o meu peito, era uma sinfonia de paz que eu não conhecia há anos e talvez jamais tenha conhecido.
Eu a senti adormecer, o corpo pesado e relaxado sobre o meu, uma confiança total que me comoveu até o âmago. Fiquei acordado, observando as sombras dançarem no teto alto, ouvindo cada suspiro seu.
O frio da madrugada começou a entrar pela fresta da janela que deixávamos sempre aberta. Um arrepio percorreu a pele dela e, instintivamente, puxei o edredom de seda pesada, cobrindo-nos completamente, envolvendo-a