Ciara Carroll
Carolina assumiu o volante como se fosse a coisa mais natural do mundo. Não esperou por motorista, tampouco aceitou que algum soldado viesse conosco nesse momento, mas sabíamos que eles nos seguiriam de perto se não quisessem encontrar a morte quando retornássemos. Hoje seria ela quem controlava a direção para onde estávamos indo. Com os olhos fixos na estrada de terra iluminada somente pelos faróis.
Antonella estava no banco de trás, os dedos entrelaçados e continuava murmurando preces baixas em italiano, mesmo que já compreendesse bem o idioma. Hora ou outra, eu me perdia no que ela falava. Eu sentia o coração dela pulsando em cada gesto.
Carolina, por outro lado, tentava quebrar a tensão com conversas leves enquanto nossos corações e mentes estavam para explodir de tanta tensão.
— Laís anda impossível. — comentou, rindo sozinha. — Ela me disse ontem que está ansiosa para ir a Miami passar umas semanas na casa da sua amiguinha Helena. Já fez até mala escondida, acredit