Giovanni Sorrentino
Dois dias se passaram desde que Rory e o marido cumpriram a promessa e nos entregaram os convites. Dois dias em que cada segundo foi consumido por planejamento, silêncio e tensão.
Agora estávamos no carro, cruzando a estrada que nos levaria até Versalhes. À minha direita, Francesco fumava em silêncio, tragando como se o cigarro fosse o único ponto fixo em um mar revolto. À esquerda, Charles ocupava o banco traseiro, a rigidez em sua postura denunciava uma tensão que ele tentava, sem sucesso, esconder.
Damiano seguia no veículo atrás, trazendo Marzio e Henrique. A missão é a primeira de meu sobrinho e já está deixando tudo ainda mais agitado para todos. A primeira missão dele ainda seria escrita com sangue e sangue nunca escolhe o momento certo para se derramar.
Charles limpou a garganta, quebrando o silêncio. Sua voz grave, mas hesitante, ecoou pelo carro.
— Giovanni… — Charles chamou o meu nome e olhei para ele.
Eu virei o rosto, observando-o pelo retrovisor. Char