Marcelo estava sentado no mesmo caixote, os olhos semicerrados de exaustão. Tinha sido uma noite tão longa que ele já não sentia onde terminava o corpo e começava o cansaço. Quando o telefone vibrou, ele quase não teve força para atender. Mas o visor mostrava o nome dela.
Ele respirou fundo e deslizou o dedo na tela.
— Marcelo? — A voz de Clara soou trêmula, carregada de medo. — Pelo amor de Deus, como você está?
Ele fechou os olhos, sentindo o peso daquela pergunta.
— Eu estou… vivo — responde