Ágata entrou no escritório como fazia todos os dias, mas nada nela estava igual. O corpo estava ali. A mente, não. Havia algo pesado no ar, uma eletricidade desconfortável que ela reconheceu no instante em que viu Henrique.
Ele estava encostado na janela da sala dele, braços cruzados, olhar duro demais para quem costumava sorrir só com a presença dela. Não disse bom dia. Não fez comentário algum. Apenas a observou atravessar o corredor.
Aquilo foi o estopim.
Ágata largou a bolsa sobre a mesa, r