Diana estacionou o carro alguns minutos antes do horário combinado. Ficou ali dentro, com as mãos apoiadas no volante, respirando fundo como quem se prepara para atravessar um território desconhecido. Não era medo. Era orgulho ferido, misturado com uma curiosidade que ela se recusava a admitir.
Ela sabia que Artur passara a noite na casa do pai. Sabia que Ágata estava lá. Sabia também que não podia mais fingir que aquela mulher era apenas uma funcionária que “passaria”. Nada ali era passageiro.