Henrique ficou sozinho no escritório, a porta fechada atrás de si como um ponto final mal colocado. O silêncio não era ausência de som, era presença demais. Sentou-se devagar, passou a mão pelo rosto e respirou fundo. Pela primeira vez em muito tempo, não havia relatórios para revisar nem reuniões para adiar o inevitável. Restava apenas ele e a escolha que vinha sendo empurrada para debaixo do tapete há semanas.
De um lado, Diana. A esposa. A história compartilhada. O filho. A casa organizada,