Diana não dormiu bem naquela noite. Henrique ao seu lado respirava pesado, como quem carrega algo no peito mesmo quando o corpo descansa. Ela permaneceu acordada, olhos fixos no teto, organizando sensações como peças de um quebra-cabeça que já não aceitava ser ignorado.
Não havia provas. Ainda não. Mas havia padrão. E padrões, Diana aprendera ao longo dos anos, eram confissões silenciosas.
Na manhã seguinte, ela fez algo simples. Preparou o café como sempre, beijou o filho antes da escola, dese