Entre Leitura e Carinho
A manhã começou com a luz suave do sol atravessando as cortinas do quarto.
O canto dos pássaros se misturava ao aroma de café recém-passado que Clara colocara sobre a mesa da cozinha.
O quintal ainda estava úmido pelo orvalho, e os girassóis, plantados por Brenda, balançavam suavemente com a brisa, como se saudassem nosso novo dia.
Brenda já estava acordada, como de costume, deslizando pelo corredor com passos silenciosos.
Seus cabelos escuros caíam levemente sobre os ombros, e seus olhos castanhos brilhavam com aquela energia infantil que ainda me encantava diariamente.
Ela vinha com um livro de histórias nas mãos, pequena e orgulhosa, querendo me mostrar cada detalhe da narrativa que Clara e eu tentávamos incentivar a cada dia.
— Papai, olha! Disse, abrindo o livro na página que mais gostava.
— Esse dragão parece com o que eu desenhei ontem!
Sorri, ainda meio sonolento, mas tomado por uma sensação de prazer simples, genuíno.
Cada gesto dela, cada sorr