Tempestades e Abraços.
A manhã começou fria e cinzenta, com gotas de chuva finas batendo nas janelas do sítio.
O cheiro de terra molhada e folhas frescas invadia a cozinha, onde Clara preparava panquecas e café para mim e Brenda.
A menina ria e conversava sem parar, contando suas aventuras imaginárias com dinossauros e dragões, distraindo-me de qualquer resquício de preocupação.
— Papai, e se o tricerátopo e o dragão fossem amigos? Perguntou Brenda, com os olhos brilhando de curiosidade.
— Então eles precisariam de uma casa bem grande para brincar juntos. Respondi, sorrindo, e passei a mão pelos cabelos dela.
Clara trouxe a bandeja até a mesa, o aroma quente e reconfortante das panquecas enchendo o ambiente.
Sentamos juntos, compartilhando o café da manhã em silêncio, mas com o tipo de comunicação que não precisava de palavras:
Olhares, sorrisos e gestos suaves.
Quando terminei, percebi que meu telefone vibrava com notificações de redes sociais e mensagens de e-mail.
O sucesso d