Mundo de ficçãoIniciar sessãoDepois de renascer, Jaqueline percebeu que havia voltado ao momento em que tinha 27 anos. Ela era casada com Francisco Almeida, o homem mais rico do mundo, e tinha um filho e uma filha. Havia anos, ele ocupava o primeiro lugar no ranking dos bilionários e já havia sido considerado por uma revista famosa o homem com quem qualquer mulher no mundo sonharia em se casar. Até famílias reais sonhavam em ver suas princesas ao lado dele. Para todos, Jaqueline tinha uma sorte invejável. Mas, assim que voltou à vida, a primeira coisa que fez foi pegar o acordo de divórcio e procurar Marina, o primeiro amor do marido. Ela colocou o documento na frente de Marina e falou com tranquilidade: — Eu quero o divórcio. Francisco fica com você. Os dois filhos também.
Ler maisJaqueline estava na varanda, olhando para o jardim, onde Clara regava as flores. De vestido amarelo, Clara cantarolava uma cantiga infantil e corria de um lado para o outro, animada, parecendo feliz da vida.Os braços quentes de Leonardo envolveram Jaqueline por trás, e ele apoiou delicadamente o queixo no ombro dela.— Em que você está pensando?Ele ainda trazia o cheiro de desinfetante do hospital, devia ter acabado de voltar do trabalho.Jaqueline sorriu antes mesmo de se virar.— Eu estava pensando... na primeira vez que a gente se encontrou, quando você trouxe a Clara para comprar um livro de histórias.Leonardo riu baixinho, com os olhos cheios de carinho por trás dos óculos de armação dourada.— Naquela época, eu só me perguntava como você conseguia estar sempre tão bonita.Jaqueline deu um tapinha no ombro dele e riu, feliz.— Você vive fazendo graça.As risadas dos dois chamaram a atenção de Clara, que largou o regador no jardim e correu para dentro de casa.— O que vocês est
Nos últimos dias, tinha chovido muito em Santa Vitória, e o movimento da Livraria Página Nova havia diminuído bastante.Nesse período, um Maybach preto passou a ficar estacionado com frequência em frente à loja, onde permanecia à espera, sem ir embora.— Jaqueline, olha o meu desenho!Clara correu até Jaqueline, pulando de alegria, com um desenho feito com giz de cera nas mãos.Mas parou de repente ao perceber a expressão dela.Depois, perguntou com cuidado:— Você está triste de novo?Jaqueline forçou um sorriso e, sem responder à pergunta, pegou o desenho.— Ficou muito bonito, é um coelhinho?Clara assentiu com força, depois apontou a mãozinha para a janela.— Você ficou triste porque aquelas pessoas ruins vieram?Leonardo saiu de trás da estante com uma xícara de chá de camomila quente nas mãos.Parou diante da janela, bloqueando a vista da rua, e perguntou em voz baixa:— Quer chamar a polícia?Ele olhou para o carro de luxo, estacionado ali havia uma semana. Em meio à chuva, mal
A tranquilidade finalmente voltou à loja de cerâmica.Tensa, Jaqueline apertava a argila com tanta força que seus dedos ficaram pálidos.Clara estava sentada em silêncio ao lado dela. De vez em quando, olhava para Jaqueline, com os olhos grandes cheios de preocupação. Por fim, não conseguiu se conter:— Jaqueline... você está triste? Você está com uma carinha tão triste.Jaqueline parou de mexer na argila por um instante e forçou um sorriso.— Não. Não precisa se preocupar comigo. Continua fazendo sua tigelinha.Leonardo trouxe um copo de água morna e colocou com cuidado ao lado dela.— Quer descansar um pouco?Jaqueline negou com a cabeça e olhou para a tigela que ainda não tinha terminado. O formato torto parecia refletir a confusão que ela sentia por dentro.A imagem de Arthur e Helena chorando desesperados, com os olhos vermelhos, não saía da sua cabeça. Sentiu um aperto no peito.— Arthur e Helena pareciam mais magros. — Murmurou, quase para si mesma.Leonardo não respondeu. Ape
Jaqueline abriu a boca, mas, no fim, apenas soltou uma risada amarga.— Me empurrar escada abaixo, inventar que fui eu quem deu manga para vocês... Não foram vocês mesmos que fizeram tudo isso?— Vocês nunca quiseram que eu fosse mãe de vocês, não foi? Eu sei que talvez eu não tenha sido perfeita, mas sempre cuidei de vocês com todo o meu coração. Sempre tentei amar vocês e fazer o melhor que eu podia. Eu só não consigo entender por que, no fim, tudo acabou dessa maneira.Arthur e Helena ficaram com o rosto vermelho de vergonha e não conseguiram responder. Mesmo assim, Arthur ainda não queria desistir. Ele segurou a mão de Jaqueline e implorou:— Mamãe... antes nós não entendíamos nada... Agora eu sei que errei. Por favor, perdoa a gente.Antes que Jaqueline pudesse responder, Clara segurou com força a barra da roupa dela.Seus grandes olhos estavam cheios de lágrimas.— Você vai embora?Leonardo se abaixou e pegou Clara no colo.Falou baixinho:— Não tenha medo. Jaqueline nunca vai
Último capítulo