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Depois do Divórcio, Eu Renasci

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Buquê de Flores  concluído
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Índice

Depois de renascer, Jaqueline percebeu que havia voltado ao momento em que tinha 27 anos. Ela era casada com Francisco Almeida, o homem mais rico do mundo, e tinha um filho e uma filha. Havia anos, ele ocupava o primeiro lugar no ranking dos bilionários e já havia sido considerado por uma revista famosa o homem com quem qualquer mulher no mundo sonharia em se casar. Até famílias reais sonhavam em ver suas princesas ao lado dele. Para todos, Jaqueline tinha uma sorte invejável. Mas, assim que voltou à vida, a primeira coisa que fez foi pegar o acordo de divórcio e procurar Marina, o primeiro amor do marido. Ela colocou o documento na frente de Marina e falou com tranquilidade: — Eu quero o divórcio. Francisco fica com você. Os dois filhos também.

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Capítulo 1

Capítulo 1

Marina olhou para Jaqueline com surpresa, sem conseguir acreditar que aquela mulher, que era a esposa de Francisco havia seis anos, de repente tivesse tomado a iniciativa de pedir o divórcio.

Jaqueline apenas manteve a calma:

— Já que eles preferem ficar com você, vou deixar todos vocês juntos. Só precisa fazer Francisco assinar. Assim que o divórcio for oficializado, eu vou embora.

Dessa vez, ela não queria seguir o mesmo caminho da vida passada.

Não queria continuar sendo aquela pessoa que todos ignoravam.

Marina passou os dedos pela borda da xícara, franzindo a testa.

— O que você está tentando fazer?

Jaqueline observou a expressão dela e respondeu tranquilamente:

— Eu não estou tentando fazer nada. Só cansei.

— Você sabe quantas mulheres lá fora dariam tudo para ser a esposa de Francisco?

Jaqueline encarou os olhos dela.

— Sei. Por isso estou deixando ele para você.

A expressão de Marina finalmente suavizou.

Ela ficou olhando para o acordo de divórcio por um longo tempo antes de pegar o documento.

— Você é mesmo generosa. Então eu não vou fazer cerimônia. Mas tenha uma coisa em mente: tudo o que eu conseguir, eu nunca vou devolver.

Jaqueline sorriu de leve.

— Pode ficar tranquila. Eu nunca vou me arrepender.

Afinal, na vida passada, ela já tinha provado o que era passar uma vida inteira sozinha.

Marina se levantou e foi para outra mesa da cafeteria.

Com a ponta dos dedos, tocou algumas vezes na tela do celular.

Quando a ligação foi atendida, sua voz saiu doce:

— Francisco, você pode vir me buscar na cafeteria?

Sentada ao lado, Jaqueline manteve um sorriso amargo no canto dos lábios.

Não importava quando ela ligava para Francisco, na maioria das vezes quem atendia era Guilherme, o assistente dele.

Mas agora, em menos de vinte minutos, aquele homem que nunca tinha tempo apareceu na porta da cafeteria.

Através do vidro da janela, Jaqueline viu Francisco entrando.

O terno preto sob medida deixava sua aparência ainda mais elegante e impecável.

Assim que Arthur Almeida, seu filho de seis anos, e Helena Almeida, sua filha de quatro anos, viram Marina, correram até ela.

Os dois a abraçaram e encheram seu rosto de beijos.

Helena se aninhou nos braços de Marina, esfregando o rosto contra ela enquanto chamava feliz:

— Marina!

Francisco colocou a caixa de bolo sobre a mesa e empurrou na direção dela.

— É o sabor de chocolate que você gosta. Pedi para o chef fazer com menos açúcar.

Os olhos de Marina brilharam.

— Você ainda lembra de tudo tão bem.

No canto da cafeteria, Jaqueline apertou os dedos contra a palma da mão.

Em seis anos de casamento, Francisco nunca sequer soube qual sabor de bolo ela gostava.

Na vida passada, quando ela ficou doente e estava internada, teve vontade de comer bolo de morango.

Mas ele pediu para Guilherme comprar qualquer um, e acabou sendo justamente um bolo de manga, o sabor que causava alergia nela.

A voz de Francisco era baixa e profunda:

— O que você quer comer hoje à noite? Que tal churrasco?

Marina sorriu discretamente e tirou o acordo de divórcio da bolsa.

— Antes do jantar, tem um documento que eu queria que você desse uma olhada.

Ela abriu na página da assinatura.

— Eu gostei de uma mansão, mas não tenho dinheiro suficiente. Você poderia...

Francisco pegou a caneta e, sem nem olhar o conteúdo do documento, assinou.

— Entre nós, não precisa fazer tanta cerimônia.

Arthur levantou a cabeça e perguntou:

— Marina vai comprar uma casa nova? Papai também pode comprar uma casa ao lado! Eu e Helena queremos morar com Marina. Não queremos morar com a mamãe.

Francisco franziu levemente a testa.

Mas, ao ver o olhar cheio de expectativa dos dois filhos, respondeu:

— Então vamos comprar uma.

Marina se apressou em dizer:

— Não precisa se preocupar tanto. Eu vou deixar três quartos para Arthur, Helena e você. Vocês podem vir morar aqui quando quiserem.

As duas crianças comemoraram animadas.

Helena abraçou o pescoço de Marina e deu um beijo nela.

— Você é a melhor! Mil vezes melhor que a mamãe!

Jaqueline sentiu o peito apertar de repente, como se o ar tivesse desaparecido dos seus pulmões.

Viu o canto dos lábios de Francisco se curvar levemente.

Ele nunca tinha sorrido para ela daquela maneira.

Jaqueline não conseguiu mais olhar para ele.

Pegou a bolsa e saiu.

No instante em que atravessou a porta da cafeteria, todas as lembranças da vida passada voltaram de uma vez.

Na vida anterior, ela e Francisco tiveram um casamento arranjado pelo interesse das duas famílias.

Tiveram um filho e uma filha.

Ela viveu até os 62 anos, mas nunca conheceu a felicidade.

Tudo porque o coração de Francisco sempre pertenceu a Marina.

Naquela época, depois que os dois terminaram, Marina foi para o exterior.

Francisco passou vários dias bebendo sem parar, mas, por orgulho, acabou não indo atrás dela.

Em vez disso, aceitou o casamento arranjado pela família.

Francisco sempre tinha sido o homem dos sonhos de Jaqueline desde a juventude.

Ele tinha uma presença extraordinária, como alguém que parecia estar fora do alcance de qualquer pessoa.

Na alta sociedade de Santa Aurora, qual mulher não sonhava em se casar com Francisco?

Por isso, quando descobriu que as duas famílias estavam prestes a formar uma aliança por meio daquele casamento, Jaqueline ficou extremamente feliz.

Mas, depois de se casar, ela entregou tudo o que tinha para amar ele.

E o que recebeu em troca foi apenas a eterna distância e a indiferença de Francisco.

Até o dia em que Marina voltou ao país.

Francisco nunca mencionou o divórcio para Jaqueline.

Mesmo assim, seu coração e seu olhar sempre estiveram voltados para Marina.

O mais doloroso era que os dois filhos também gostavam de Marina e, pouco a pouco, começaram a se afastar da própria mãe.

Quando Jaqueline já estava idosa, foi diagnosticada com Alzheimer.

Francisco usou a desculpa de que ela precisava de um ambiente mais tranquilo para se recuperar e a deixou sozinha em casa.

No dia do aniversário de Jaqueline, ela ligou para Francisco, apenas para descobrir que ele estava viajando pelo exterior com Marina.

Ela tentou preparar uma refeição simples para comemorar o próprio aniversário, mas, por causa da confusão provocada pela perda de memória, esqueceu o fogo ligado...

Quando as chamas tomaram conta de seu corpo, a última imagem que passou pela mente dela foi o olhar frio de Francisco no momento em que colocou a aliança de casamento em seu dedo.

Ela fechou os olhos em meio à dor.

No fundo do coração, restava apenas um desejo: se existisse uma próxima vida, ela nunca mais desperdiçaria sua vida por causa dele.

...

Quando Jaqueline voltou para casa, já era noite.

Mas não foi descansar.

Começou a organizar e separar seus pertences.

Os ternos e camisas de Francisco, os brinquedos das crianças, as fotos...

Tudo foi colocado dentro de caixas de papelão.

A voz de Francisco veio de trás:

— O que você está fazendo?

Jaqueline se virou e viu Francisco parado na porta, segurando as mãos dos dois filhos.

Helena correu até ela.

Ao ver seus brinquedos dentro da caixa, ficou irritada.

— Por que você está jogando nossas coisas fora?

Arthur também olhou para ela com raiva.

— Nós só fomos brincar um pouco com a Marina. Você precisava ficar tão brava assim?

Francisco encarou Jaqueline com frieza.

— As crianças gostam de ficar com Marina. Você realmente precisa fazer isso?

Jaqueline respondeu com calma:

— Eu não estou brava.

Helena gritou:

— Mentira! Você está com inveja da Marina! Por isso jogou meus brinquedos fora. Você é uma mãe ruim!

Arthur segurou a mão de Helena e falou, cheio de raiva:

— Quando eu crescer, vou morar com a Marina. Nunca mais vou voltar para ver você!

Francisco não tentou impedir a discussão das crianças.

Apenas franziu a testa e ficou olhando para Jaqueline com uma frieza que parecia enxergar uma estranha.

Ele ajeitou distraidamente a abotoadura da camisa e disse:

— Chega. Ainda tenho uma videoconferência com o conselho de administração. Jogue fora o que quiser, mas não faça tanto barulho.

A porta se fechou.

Só então as lágrimas de Jaqueline finalmente caíram.

Seu coração parecia ter sido partido em pedaços, e cada respiração trazia uma dor quase insuportável.

Ela enxugou as lágrimas e olhou para a bagunça espalhada pelo chão.

De repente, sorriu.

"Fique tranquilo. Eu não vou mais incomodar você. Nunca mais."

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